Entre a clínica e a arte

Acredito que a arte e a escuta compartilham a mesma vocação: ambas procuram compreender aquilo que nos torna humanos.

Ao longo da vida, encontrei diferentes maneiras de observar o ser humano.

Primeiro pela fotografia, aprendendo a perceber aquilo que acontece antes das palavras. Depois pela ilustração e pela literatura, descobrindo que as imagens também podem construir sentido. Mais tarde, pela psicanálise, compreendendo que cada pessoa organiza sua história a partir das experiências que vive e das relações que estabelece.

Embora essas atividades pareçam distintas, nunca as vivi como profissões separadas. Sempre foram diferentes caminhos para investigar uma mesma pergunta: como construímos sentido para aquilo que vivemos?

Essa pergunta atravessa meu trabalho como fotojornalista, ilustrador, autor de livros, diretor de animação, palestrante e, hoje, como psicanalista reichiano.

Acredito que a arte e a escuta compartilham uma mesma vocação. Ambas ampliam nossa capacidade de perceber, compreender e transformar a experiência humana. É nesse encontro entre imagem, palavra e relação que desenvolvo meus trabalhos.

Há um outro lugar onde a escuta também acontece, não apenas na clínica, no “divã”, mas em casa, entre desenhos e histórias inventadas com minha filha Marina. O Desafios da Criação é esse espaço, criado ao lado de Larissa, minha esposa, para pensar a infância, o autismo e tudo o que se cria quando se ama. Visite o projeto →

Rolar para cima